Entre Montanhas – Um Filme Perdido em Meio a Tantas Ideias

 


Sabe aquele filme que começa bem, mas depois parece não saber para onde está indo? Pois é, Entre Montanhas é exatamente isso. Com uma premissa instigante e um elenco talentoso – liderado por Miles Teller e Anya Taylor-Joy –, o longa prometia um thriller envolvente, mas acaba se tornando uma mistura inconsistente de gêneros, que vai do suspense ao romance e, inesperadamente, até ao terror de ação exagerada.

A história nos apresenta dois atiradores de elite enviados para lados opostos de um desfiladeiro remoto, onde devem passar um ano em vigília sem qualquer contato com o mundo exterior ou entre si. Levi Kane (Teller), um ex-fuzileiro naval dos EUA agora mercenário, ocupa a torre oeste. Já no lado leste, Drasa (Taylor-Joy), uma agente lituana a serviço do Kremlin, cumpre a mesma missão. Enquanto Levi é assombrado pelos fantasmas de seu passado, Drasa lida com um drama familiar que ameaça desestabilizá-la.

O primeiro ato do filme é envolvente, criando uma atmosfera de isolamento e tensão psicológica que prende o espectador. O problema surge quando a história decide mudar de rumo e se transforma em um romance um tanto forçado. Os protagonistas começam a se comunicar através de placas improvisadas, e o que poderia ser um desenvolvimento emocionante acaba soando artificial e apressado.

Mas nada prepara para o terceiro ato, onde o filme desmorona de vez. O realismo do início dá lugar a cenas de ação absurdas, com CGI exagerado e reviravoltas que parecem saídas de um videogame mal roteirizado. Em determinado momento, o filme flerta com o terror e até lembra produções como Resident Evil – e não no bom sentido.

Dirigido por Scott Derrickson e roteirizado por Zach Dean, Entre Montanhas é um filme que nunca se decide. Oscila entre momentos promissores e cenas vergonhosas, resultando em um longa genérico e esquecível. O final é a cereja do bolo: previsível, sem impacto e sem qualquer reviravolta interessante. No fim das contas, um filme de sessão da tarde – e daqueles que servem mais para um cochilo entre uma cena e outra.

Nota: ⭐⭐☆☆☆ (2/5) – Boa premissa, execução frustrante.

 


Postar um comentário